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Como funciona o SNT: tudo sobre o Sistema Nacional de Transplantes

Como ocorre a doação de órgãos? Entenda como funciona o Sistema Nacional de Transplantes!

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9/1/2026

Como funciona o SNT: tudo sobre o Sistema Nacional de Transplantes

O Sistema Nacional de Transplantes coordena, fiscaliza e organiza a doação de órgãos no Brasil. Ele controla a fila única, define prioridades com base em critérios médicos, coordena a logística do transporte e apoia equipes multiprofissionais para que cada órgão chegue, com segurança, a quem mais precisa.

Doar órgãos é um ato de amor, respeito e preocupação com o próximo. No entanto, é um assunto que ainda traz muitos tabus e gera discussões que, muitas vezes, são cercadas de desinformações e até mesmo uma boa dose de fake news.

Um bom exemplo disso é o caso do apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão. Após ser submetido a alguns transplantes entre os anos de 2023 e 2025, ele e o seu caso foram vítimas de informações desencontradas e boatos infundados sobre o Sistema Nacional de Transplantes.

E então, que tal saber como isso funciona na prática? Continue a leitura para tirar as suas dúvidas e entenda como a doação de órgãos funciona no Brasil! 

O que é o Sistema Nacional de Transplantes?

O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é uma estrutura pública, vinculada ao Ministério da Saúde, responsável por: regular, coordenar e fiscalizar todas as atividades relacionadas à doação, captação, distribuição e transplante de órgãos e tecidos no Brasil. 

O SNT é reconhecido internacionalmente pela sua organização e pelo fato de que o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo.

Ele garante que tudo seja feito com ética, transparência e equidade. É graças ao SNT que:

  • a fila é nacional, pública e única;
  • nenhum paciente “fura” a fila;
  • critérios médicos definem prioridade, não critérios pessoais;
  • hospitais e equipes seguem protocolos rígidos;
  • a distribuição de órgãos segue regras padronizadas.
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Como o SNT funciona?

Por se tratar de um assunto muito sério e também bem delicado, o funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes é feito em etapas. Cada uma delas é rigorosamente organizada. 

Vamos conhecê-las?

Captação

A captação começa quando um hospital identifica um possível doador. Existem dois cenários:

  • doadores falecidos (morte encefálica ou parada cardiorrespiratória, dependendo do órgão);
  • doadores vivos (para rim ou parte do fígado).

Após a confirmação da morte encefálica, que por si só já é um protocolo rígido, realizado por médicos e toda uma equipe de saúde, a família é informada e pode autorizar a doação.

A abordagem é sempre feita com cuidado e empatia, já que se trata de um momento de luto. Uma vez que a família aceita, entram em ação as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDOs), que coordenam todo o processo.

Logística

A doação exige uma logística extremamente precisa. Órgãos têm tempos diferentes de viabilidade fora do corpo:

  • coração: 4 a 6 horas;
  • pulmão: 6 a 8 horas;
  • fígado: 8 a 12 horas;
  • rim: até 24-36 horas, entre outros.

Por isso, cada minuto importa. E, quando se fala isso, não é um exagero.  Por conta disso, o SNT organiza transporte aéreo, terrestre e escolta, quando necessário. Tudo para que o processo aconteça o mais rapidamente possível. 

Fila

Como mencionamos anteriormente, a fila é única, pública e transparente. Não existe fila privada, fila especial ou atalhos, ao contrário do que se espalha por aí em casos envolvendo celebridades e pessoas de melhor condição socioeconômica.

O paciente entra na fila a partir da indicação médica formal. O sistema registra:

  • doença;
  • tipo e urgência do transplante;
  • dados clínicos;
  • tempo de espera;
  • compatibilidade sanguínea e genética;
  • localização e outros detalhes.

A lista muda constantemente, à medida que surgem novos doadores e novos receptores, e conforme o estado clínico dos pacientes se modifica. Por conta disso, um doente que tem o caso agravado pode ser colocado à frente da fila, por exemplo.

Critérios de prioridade

E já que estamos falando sobre isso… ressaltamos que a prioridade não depende de fama, dinheiro ou posição social. Ela é definida por critérios médicos, como:

  • urgência extrema;
  • gravidade da doença;
  • risco de morte;
  • compatibilidade do órgão;
  • tempo de espera;
  • idade e peso (em transplantes pediátricos).

Em alguns casos, como transplante de fígado, existe um sistema de pontuação, conhecido como MELD, que determina o risco de morte sem transplante. Quanto mais alto o MELD, maior a prioridade.

Tudo isso garante que o órgão vá para quem mais precisa naquele momento.

Papel das equipes de transplante

As equipes de transplante são formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, anestesistas e outros profissionais. Isso, é o que chamamos de time multidisciplinar.

De modo geral, o seu papel inclui:

  • avaliar pacientes na fila;
  • acompanhar exames e evolução clínica;
  • manter comunicação clara e empática com famílias;
  • realizar o transplante em si;
  • acompanhar o paciente no pós-operatório;
  • garantir que toda a documentação siga as normas do SNT.

Além disso, cabe à equipe dar suporte aos familiares e realizar o procedimento, tanto captando os órgãos do doador, quanto realizando o transplante ao receptor. Por isso, muitas equipes trabalham simultaneamente para que tudo dê certo.

FAQ – Perguntas Frequentes

1. O transplante de órgãos é sempre a primeira opção de tratamento?

Não. Ele é indicado apenas quando outras terapias não são suficientes para manter a função do órgão.

2. Qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos?

Em geral, sim. A avaliação depende do estado de saúde do órgão e não da idade do doador.

3. Quanto tempo um órgão pode ficar fora do corpo?

Depende do órgão: coração e pulmões têm poucas horas; rim pode resistir por mais tempo. Isso explica a logística rápida.

4. O receptor pode escolher o doador?

Não. A fila é única e segue critérios médicos e de justiça distributiva.

5. A doação interfere em velório ou questões religiosas?

Não. O corpo é reconstruído adequadamente e a maioria das tradições religiosas apoia a doação como ato de solidariedade.

Gostou de saber mais sobre o Sistema Nacional de Transplantes? Esse é um sistema que envolve inúmeras pessoas e muito trabalho para funcionar como deveria. Tudo isso com o objetivo de salvar vidas!

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