Como a literatura, filosofia e as artes podem te ajudar no vestibular e na formação médica

Descubra como literatura, filosofia e artes se conectam à Medicina, ajudam no vestibular e enriquecem a formação médica.

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23.10.2025

Ah, a Medicina! Essa é um área bem desafiadora, não é mesmo? Quando pensamos nesse curso, logo imaginamos exames, laboratórios, pacientes e longos anos de estudo científico. No entanto, poucos lembram que a prática médica tem uma relação histórica e profunda com a literatura, a filosofia e as artes.

E isso vai muito além do vestibular (um período também bem complicado e que também exige o estudo constante dessas áreas). Na verdade, desde o surgimento dessa ciência, elas dialogam com a Medicina, influenciando o modo como os médicos enxergam a vida, a saúde e até a morte.

Nos próximos minutos, vamos entender como esses campos do conhecimento se desenvolveram, como impactaram a Medicina ao longo da história e, principalmente, como podem te ajudar tanto no vestibular quanto durante a sua formação médica. Vamos lá?

Como se deu o surgimento das artes, da literatura e da filosofia?

Antes de falarmos sobre o que está acontecendo agora, é hora de voltarmos bem lá para trás, no começo de tudo. Começando por ela, a arte.

De modo geral, é difícil imaginar um mundo sem arte. A expressão artística existe desde que o mundo é mundo, com as pinturas rupestres e outras formas de desenvolvimento do tipo. A literatura, por sua vez, ganhou força com a invenção da escrita, tornando-se um registro do pensamento, da cultura e da imaginação das pessoas que viveram em diferentes períodos.

E, por fim, a filosofia nasceu na Grécia Antiga como um esforço de compreender o mundo, a ética e o próprio ser humano. E, claro, ela é uma "filha" da arte e da literatura, que possibilitaram que o pensamento fosse desenvolvido de formas diferentes ao longo dos séculos.

Certo, e o que isso tem a ver com a Medicina? Tudo! Afinal, cuidar da saúde também envolve lidar com questões existenciais, sociais e emocionais. E é sobre isso que falaremos a seguir.

Como foi o surgimento da Medicina e sua relação com as humanidades?

Continuando o assunto, é hora de entendermos como a Medicina se relaciona com essas disciplinas e áreas do estudo.

As ciências médicas também nasceram na Grécia Antiga, com Hipócrates, que é considerado como o “pai da Medicina”. Nessa época, a prática médica já era influenciada por reflexões filosóficas sobre ética, cuidado e equilíbrio do corpo.

E não é para menos: naquele momento da história, ainda não contávamos com tecnologia avançada e muito menos com alguns conhecimentos que, hoje, parecem "banais". Como exemplo, podemos citar o funcionamento da célula, o DNA, o uso de antibióticos e muito mais.

Mas não é só isso! o longo da história, a literatura e as artes também contribuíram para retratar doenças, tratamentos e a própria prática médica. Isso porque obras literárias, pinturas e até peças de teatro ajudaram a popularizar o conhecimento médico e a refletir sobre o papel dos profissionais de saúde.

Sem contar que, em um dado momento, muitos estudiosos eram verdadeiros "faz-tudo". Veja, por exemplo, Leonardo da Vinci. Além de ser um grande estudioso da anatomia humana — e ter contribuído bastante para o desenvolvimento desse conhecimento —, ele era um grande artista e seus desenhos servem como guias até hoje.

Até hoje, a formação médica mantém esse diálogo. A filosofia, por exemplo, continua a influenciar o debate ético em torno de temas como eutanásia, reprodução assistida e uso de tecnologias avançadas.

Ou seja: está tudo interligado!

Como essas disciplinas ajudam no vestibular de Medicina?

Agora, vamos voltar a esse assunto! Já mencionamos o tema ao longo do texto, mas é hora de aprofundarmos esse conhecimento.

De modo geral, muitos candidatos se concentram apenas nas matérias tradicionais, como Biologia e Química, mas se esquecem de que literatura, filosofia e artes também são fundamentais para um bom desempenho no vestibular de Medicina.

No vestibular, essas áreas aparecem em provas de linguagens e ciências humanas, além de servirem de base para as redações. Aqui, a capacidade de interpretar textos literários, discutir correntes filosóficas e relacionar obras artísticas com contextos históricos pode ser o diferencial para conquistar uma vaga.

Além disso, é importante praticar a redação. Isso porque muitos exames exigem que o candidato articule conhecimentos interdisciplinares para produzir um bom texto. E, pode acreditar: às vezes, é essa a nota que faz a diferença entre a aprovação e a falta dela. Afinal, vale 1000 pontos no Enem e costuma também ter um grande peso em outras provas tradicionais por aí.

Tudo o que você precisa saber sobre a graduação em Medicina

Qual é a importância da literatura na formação médica?

Diante disso tudo, é provável que você já tenha entendido qual é a relação! Na prática, a literatura amplia a sensibilidade e a empatia, qualidades indispensáveis para o futuro médico.

Ao ler romances, contos ou poesias, o estudante desenvolve a capacidade de se colocar no lugar do outro — e isso é bem importante para compreender o sofrimento e as necessidades do paciente.

Além disso, a leitura ajuda na construção do raciocínio crítico e na ampliação do vocabulário, competências importantes tanto para a vida acadêmica quanto para a prática médica. Ou seja, são essenciais para passar no curso de Medicina... e para se manter um bom médico depois dele!

Como é a influência da filosofia na prática médica?

A filosofia está em tudo e, nessa carreira, ela é fundamental para discutir ética, moral e valores na Medicina. Ela ensina a refletir sobre temas como:

  • o sentido do cuidado;
  • os limites da intervenção médico;
  • o respeito à autonomia do paciente;
  • o papel da família e dos cuidadores no bem-estar do paciente;
  • os limites que envolvem a saúde mental dos profissionais da área, entre outros.

Durante a graduação, a filosofia também ajuda os alunos a questionarem práticas e teorias, desenvolvendo uma visão crítica diante das inovações tecnológicas e dos dilemas sociais.

Na prática clínica, esses conhecimentos se traduzem em decisões mais conscientes e humanizadas. Algo que é super importante para a Medicina dos dias de hoje, que tem um olhar mais carinhoso e "integral" para o paciente e, claro, para o próprio médico.

E qual é o papel das artes na Medicina?

Pode até parecer sem sentido, mas as artes manuais e visuais, assim como a música e o teatro, também têm papel importante na formação médica. Além de estimular a criatividade, elas desenvolvem a capacidade de observação e de análise de detalhes, competências úteis, por exemplo, na interpretação de exames e no diagnóstico clínico.

As artes também são cada vez mais utilizadas como ferramenta terapêutica, em programas de humanização hospitalar e cuidados paliativos. Por conta disso, o médico que tem contato com esse universo é capaz de enxergar o paciente não apenas como um corpo doente, mas como um ser humano integral.

Como essas áreas podem ser aplicadas hoje?

Na graduação em Medicina, a integração entre ciências humanas e biológicas deixou de ser apenas uma tendência e já faz parte da formação de muitos futuros médicos.

Por isso, em diversas universidades, o currículo passou a incluir disciplinas de ética médica, humanidades em saúde, filosofia da ciência.

Essas matérias podem ser cobradas no currículo tradicional ou até adicionadas como atividades complementares ou matérias extras, para que o estudante consiga créditos. Tudo vai depender muito da sua faculdade, tudo bem?

Como você viu, a Medicina não é apenas ciência, mas também humanidade. Estudar literatura, filosofia e artes pode ser um diferencial e tanto no vestibular e na formação médica. Por isso, vale a pena investir no estudo dessas áreas!

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