Como funciona o Fies para Medicina

Entenda como funciona o FIES para Medicina em 2026. Confira as notas de corte, regras de renda e como garantir sua vaga em uma das unidades Afya.

Como funciona o Fies para Medicina
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06.02.2026

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é uma das opções que os estudantes brasileiros têm para ingressar em uma graduação com a nota do Enem. Como o próprio nome indica, o objetivo do programa é facilitar o acesso à educação superior por meio de métodos específicos de financiamento.

Em 2025, foi aprovado um aumento de 30% do limite de financiamento semestral destinado aos cursos de Medicina, significando um teto de financiamento por semestre será de até R$ 78.000,00, um valor que leva em conta o custo mais elevado dessa graduação nas instituições privadas.

Essa atualização é muito relevante para quem pensa em Medicina, porque permite que o financiamento cubra uma parte mais expressiva da mensalidade, ainda que nem sempre 100% do valor, dependendo do curso e da instituição escolhida.

Apesar disso, o Fies ainda é cercado de dúvidas, inseguranças e decisões mal informadas. Muitos estudantes enxergam o programa apenas como um “último recurso” ou como um risco financeiro difícil de avaliar. Na prática, o problema não está no financiamento em si, mas na falta de compreensão sobre como ele funciona e como pode ser usado de forma estratégica.

Este artigo foi construído para cumprir exatamente esse papel. Aqui, você vai entender como funciona o Fies, quem pode participar, como interpretar notas de corte, quais são as modalidades existentes e, principalmente, como avaliar esse compromisso financeiro dentro de um projeto de longo prazo na carreira médica.

Vamos juntos?

O que é o Fies e como ele ajuda no ingresso na faculdade de Medicina

O Fies é um programa do governo federal que utiliza a nota do Enem como critério de seleção e permite o financiamento parcial ou integral da graduação em instituições privadas participantes. Diferente de bolsas, ele não elimina o custo do curso, mas reorganiza o pagamento no tempo, permitindo que o estudante curse a faculdade agora e pague depois, quando já estiver formado e inserido no mercado de trabalho.

O Fies para Medicina faz ainda mais sentido, afinal, trata-se de uma graduação longa, com carga horária intensa, mensalidades elevadas e retorno financeiro que não é imediato. Durante os seis anos de curso, o estudante raramente consegue gerar renda significativa. Por isso, exigir o pagamento integral nesse período inviabiliza o acesso para muitos talentos.

O Fies atua justamente nesse ponto de ruptura. Ele transforma o custo imediato da formação em um compromisso financeiro de longo prazo, alinhado à lógica da carreira médica, que tende a apresentar crescimento progressivo de renda ao longo dos anos.

Como funciona o Fies na prática: entendendo o Novo Fies e o P-Fies

Desde 2018, o programa passou por uma reformulação estrutural conhecida como Novo Fies. Essa mudança criou diferentes modalidades de financiamento, organizadas principalmente de acordo com a renda familiar mensal per capita do estudante.

Hoje, o FIES funciona, na prática, em dois grandes grupos.

A primeira é a modalidade Fies I, destinada a estudantes com renda familiar mensal per capita de até três salários mínimos. Nessa modalidade, o financiamento possui taxa efetiva de juros zero, o que significa que o estudante paga apenas o valor financiado, sem acréscimos de juros ao longo do contrato.

Já o chamado P-Fies, que engloba as modalidades II e III, atende estudantes com renda familiar mensal per capita de até cinco salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é realizado por bancos parceiros, e os juros variam conforme a instituição financeira. Ainda assim, costumam ser inferiores aos juros praticados no mercado, pois contam com subsídios e regras específicas do programa.

A modalidade II é voltada para estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto a modalidade III está disponível para todas as regiões do país. Essa divisão amplia o acesso ao financiamento e reconhece as diferenças regionais do Brasil.

Tudo o que você precisa saber sobre a graduação em Medicina

Quais são as condições de pagamento do Fies

Durante a graduação, o estudante realiza pagamentos periódicos de valores reduzidos, definidos em contrato. Esses pagamentos não correspondem à mensalidade integral do curso e estão relacionados a encargos operacionais do financiamento.

Após a conclusão da graduação, inicia-se a fase de amortização da dívida. Nesse momento, o pagamento passa a ser feito de forma parcelada, considerando a renda do profissional. Caso o recém-formado ainda não esteja empregado, o regulamento prevê o pagamento de prestações mínimas até que haja inserção no mercado de trabalho.

Esse modelo foi pensado para respeitar a realidade da formação médica, em que os primeiros anos após a graduação podem envolver residência, vínculos temporários e renda variável.

Quem pode participar do Fies?

Para se candidatar ao Fies, o estudante precisa atender a critérios acadêmicos e socioeconômicos. É necessário ter participado de alguma edição do Enem a partir de 2010, ter alcançado média mínima de 450 pontos nas provas objetivas e não ter zerado a redação.

Além disso, é avaliada a renda familiar mensal per capita, que define tanto a elegibilidade quanto a modalidade do financiamento. Essa renda é calculada a partir da soma da renda bruta de todos os membros do grupo familiar dividida pelo número de pessoas que o compõem.

Todas as informações declaradas precisam ser comprovadas documentalmente em etapas posteriores. Por isso, organização e atenção aos detalhes são fundamentais para não perder a vaga mesmo após a pré-seleção.

Fiador no Fies: quando é exigido e como funciona

Em algumas situações, o Fies exige a apresentação de um fiador, que é a pessoa responsável pela dívida caso o estudante não consiga cumprir com o pagamento.

Nem todos os candidatos precisam apresentar fiador. Estudantes com renda familiar per capita mais baixa ou que se enquadram em perfis específicos podem ser dispensados dessa exigência.

Quando o fiador é necessário, ele não pode ser cônjuge do estudante, não pode estar utilizando o Fies nem ter pendências em outros programas de crédito educativo. O estudante pode optar pela fiança convencional ou pela fiança solidária, em que um grupo de estudantes da mesma instituição assume responsabilidade coletiva.

Passo a passo para se inscrever no Fies

O processo começa com a inscrição no sistema oficial, utilizando uma conta gov.br ou clicando em “Primeiro Acesso” para criá-la. 

Depois, é preciso preencher os dados solicitados, incluindo o questionário socioeconômico e perfil familiar. Escolha também a cidade, o estado, o curso, a instituição e o turno em que você deseja estudar.

Após o envio, é só aguardar para ver se foi pré-selecionado.

O próximo passo é ir até a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade selecionada para validar as informações em até 5 dias úteis.

A última parte do processo é procurar o banco responsável pela linha de crédito para levar toda a documentação exigida: identificação do candidato e do fiador, comprovante de residência e comprovantes de renda.

Notas de corte do Fies para Medicina: como funcionam e como interpretar corretamente

A nota de corte do Fies é um dos pontos que mais geram confusão entre os estudantes que desejam cursar Medicina. Diferente de vestibulares tradicionais, ela não é definida previamente, nem representa um “mínimo fixo” estabelecido pelo governo ou pela instituição. A nota de corte é um resultado dinâmico da concorrência, construído a partir do comportamento dos candidatos durante o período de inscrições.

Na prática, a nota de corte corresponde à menor nota do ENEM entre os candidatos classificados dentro do número de vagas disponíveis para determinado curso, instituição, turno e modalidade de financiamento. Isso significa que ela só existe porque há disputa por vagas. Quanto maior a procura, maior tende a ser a nota de corte.

Por que a nota de corte do Fies muda tanto?

A variação das notas de corte do Fies acontece por alguns fatores principais:

O primeiro é o número de candidatos inscritos para aquela vaga específica. Cursos de Medicina em instituições mais conhecidas ou localizadas em regiões com maior demanda costumam concentrar mais inscritos, elevando naturalmente a nota de corte.

O segundo fator é o perfil das notas dos candidatos. Se muitos estudantes com notas altas escolhem a mesma instituição, a nota de corte sobe. Se o grupo de inscritos apresenta notas mais distribuídas, a pontuação mínima tende a ser menor.

Outro ponto importante é a quantidade de vagas ofertadas. Instituições com menos vagas financiadas pelo Fies tendem a apresentar notas de corte mais elevadas, mesmo com um número absoluto menor de candidatos.

Além disso, a nota de corte pode variar conforme:

  • A cidade e o estado onde a instituição está localizada;

  • O turno do curso;

  • A modalidade do financiamento (Fies I ou P-Fies).

Por isso, duas faculdades de Medicina podem apresentar notas de corte muito diferentes, mesmo dentro do mesmo processo seletivo.

Faixas de nota de corte observadas em Medicina

Analisando processos seletivos recentes do FIES, é possível identificar faixas de pontuação que ajudam o estudante a se orientar, embora não funcionem como garantia de vaga.

Em geral, observa-se que:

  • Notas acima de 750 pontos costumam ser exigidas em instituições mais concorridas ou localizadas em grandes centros.

  • Notas entre 700 e 750 pontos aparecem com frequência em faculdades privadas bem avaliadas, especialmente fora dos grandes polos urbanos.

  • Notas entre 650 e 700 pontos podem ser suficientes em unidades com menor concorrência ou em contextos específicos de oferta de vagas.

Esses valores são apenas referências históricas, mas a nota de corte de um semestre não se repete automaticamente no semestre seguinte, pois depende diretamente do comportamento dos candidatos naquele período.

A nota de corte muda durante o período de inscrição?

Sim. Esse é um dos pontos mais importantes para quem deseja usar o FIES.

Durante o período de inscrições, o sistema atualiza a nota de corte com base nas escolhas feitas pelos candidatos. Isso significa que a pontuação mínima pode subir ou descer ao longo dos dias, conforme novos inscritos entram no sistema ou mudam suas opções.

Por esse motivo, acompanhar a nota de corte diariamente é uma atitude estratégica. Um candidato que está fora da pontuação em um dia pode se aproximar ou até ultrapassar a nota necessária nos dias seguintes, dependendo do movimento da concorrência.

Da mesma forma, é possível ajustar escolhas, como instituição ou turno, para buscar opções mais compatíveis com a nota obtida no ENEM.

Posso usar o Fies para estudar Medicina nas faculdades da Afya?

Sim! As faculdades de Medicina do grupo Afya participam do FIES e estão preparadas para receber estudantes que utilizam o financiamento como forma de ingresso. Além de aceitar o programa, as unidades contam com equipes que orientam o aluno em etapas decisivas do processo, como a validação de documentos após a pré-seleção, o entendimento dos prazos e o acompanhamento das exigências do financiamento.

Se você está avaliando o FIES como caminho para cursar Medicina, vale conhecer as unidades Afya, entender como funciona o ingresso com financiamento e analisar qual opção faz mais sentido para o seu perfil, sua nota no ENEM e seu projeto de carreira médica.

Veja como ingressar nas faculdades de Medicina da Afya com o Fies e conheça as unidades. 

Maneiras de conseguir um financiamento para sua graduação
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