Riscos do uso de tadalafila sem recomendação médica

Riscos do uso de tadalafila sem recomendação médica: entenda por que evitar a automedicação.

Riscos do uso de tadalafila sem recomendação médica
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30.01.2025

Você sabe quais são os riscos do uso de tadalafila sem orientação médica? No Brasil, os dados indicam que o número de unidades desse medicamento vendidas, em 2023, foi de cerca de 43,1 milhões. Isso nos mostra que milhões de pessoas estão utilizando o tadalafila – e isso é feito até mesmo para outras finalidades, como o pré-treino de academia.

Por conta disso, neste post, vamos explicar aqui para você como esse remédio funciona, quais são suas indicações e os riscos do uso sem prescrição médica. Além do mais, você vai poder conhecer os efeitos colaterais e os sinais de alerta para interromper o uso. Boa leitura!

O que é o tadalafila e para que serve?

Esse fármaco é indicado para o tratamento da disfunção erétil em homens, agindo ao estimular o fluxo sanguíneo local, o que promove a vasodilatação dos vasos penianos e facilita a ereção do pênis.

É importante notar que o tadalafila requer o estímulo sexual para funcionar, pois o seu objetivo é manter a ereção prolongada. Além disso, o medicamento também pode ser utilizado para tratar a hiperplasia benigna da próstata em homens.

Como ele funciona?

Quanto ao mecanismo de ação, o tadalafila inibe a enzima que aumenta os níveis de GMP cíclico. Com mais GMP cíclico disponível, ocorre um maior relaxamento da musculatura lisa do pênis, facilitando a entrada de sangue nos corpos cavernosos e, assim, a prolongando a ereção.

Além disso, o medicamento também ajuda a reduzir o tempo de latência, ou seja, diminui o intervalo entre a ejaculação e a possibilidade de uma nova ereção. Assim, o tadalafila é eficaz tanto no tratamento da disfunção erétil quanto na melhoria da performance sexual.

Indicação de tadalafila

O tadalafila é indicado para homens com disfunção erétil. No entanto, é essencial que esses pacientes sejam avaliados por um médico para garantir um tratamento realmente adequado. O medicamento é utilizado de forma frequente por homens mais velhos, devido ao aumento do risco de problemas de próstata e disfunção sexual com a idade.

Contraindicação de tadalafila

Esse medicamento não deve ser usado sem uma orientação médica. Não se deve combinar o tadalafila com remédios que contenham nitrato devido a possíveis interações medicamentosas que podem surgir. Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares ou insuficiência renal ou hepática grave não devem usar tadalafila.

Além disso, o medicamento não é recomendado para homens sem disfunção sexual ou assintomáticos para hiperplasia benigna da próstata. Crianças, mulheres e pessoas com risco de alergia aos componentes do comprimido também devem evitar o uso.

A automedicação é perigosa, pois a maioria dos medicamentos é metabolizada no fígado ou nos rins. O uso inadequado de tadalafila pode afetar órgãos vitais e causar consequências graves, incluindo aumento de alergias e de doenças crônicas.

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Quais são os efeitos colaterais do tadalafila?

O uso irresponsável de tadalafila pode causar reações adversas e interações medicamentosas graves. Assim como qualquer medicamento, os efeitos colaterais podem ser evidentes ou se manifestar de forma insidiosa.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem dores torácicas, dores lombares e cefaleia. Algumas pessoas também relatam dores musculares e congestão nasal. Alterações visuais, problemas auditivos e taquicardia são raros, mas podem ocorrer com o uso prolongado de tadalafila.

Risco de infarto

O risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) associado ao uso de tadalafila ainda é controverso. Por precaução, é recomendável evitar o uso do medicamento em homens com fatores de risco para essa condição.

Embora não haja comprovação científica definitiva sobre a relação entre tadalafila e IAM, é importante ter cautela durante o tratamento. O tadalafila pode causar efeitos adversos graves no sistema cardiorrespiratório, incluindo taquicardia, angina, IAM e parada cardíaca súbita.

Como é o panorama da automedicação no Brasil e no mundo?

A automedicação é um problema global que transcende barreiras geográficas e culturais. Embora seja mais prevalente em países de baixa renda, essa prática ocorre em todas as esferas sociais.

Em locais com acesso limitado a assistência médica, o uso de medicamentos sem prescrição muitas vezes é visto como uma solução imediata para aliviar sintomas. No entanto, isso pode agravar o quadro de saúde e resultar em consequências graves.

A automedicação é uma preocupação crescente em nível global, especialmente em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde a regulamentação sobre a venda de certos medicamentos não é tão rigorosa. Para quem está se preparando para o ENEM ou vestibular de Medicina deve estar a par desses temas.

Esse problema representa um grande desafio para a Saúde Pública. Por isso, o incentivo ao uso racional de medicamentos é um dos temas mais discutidos na rotina da atenção primária à saúde, exigindo medidas de educação preventiva e conscientização da população sobre os riscos envolvidos.

Por que na automedicação é tão prejudicial à saúde?

Independentemente do medicamento, o uso inadequado e sem acompanhamento médico pode prejudicar a saúde. A automedicação por psicofármacos ou o abuso de analgésicos pode mascarar problemas graves, adiando diagnósticos importantes que poderiam ser tratados adequadamente se identificados precocemente.

O consumo abusivo de antibióticos, por exemplo, pode levar ao crescimento de bactérias resistentes, enfraquecer a defesa imunológica e comprometer a eficácia dos tratamentos.

Além disso, a combinação inadequada de medicamentos pode anular ou potencializar os efeitos de outras substâncias, resultando em efeitos indesejados e agravamento do quadro de saúde.

No caso da automedicação com tadalafila ou seu uso concomitante com outros remédios, podem surgir problemas cardíacos, respiratórios e até risco de morte. Portanto, é essencial consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer medicação para proteger a saúde e evitar complicações.

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