Medicina Humanizada: como lidar com a perda de pacientes e a relação com as famílias

Quer saber quais são os principais impactos psicológicos do luto e as estratégias para amenizá-lo? Confira este conteúdo sobre como a Medicina Humanizada pode ajudar!

Medicina Humanizada: como lidar com a perda de pacientes e a relação com as famílias
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26.01.2024

Humanizar os cuidados de saúde é uma necessidade da sociedade atual. Dito isso, requer a aplicação de uma abordagem capaz de incluir a humanidade em todos os sentidos. Na prática, os médicos precisam usar a compaixão e empatia ao desempenhar as funções próprias na Medicina, envolvendo os usuários dos serviços em uma rede de apoio.

Assim, a Medicina Humanizada reduz o estresse e explica como comunicar a morte de um paciente aos seus familiares. Nesse sentido, a ideia é causar o mínimo de impactos negativos em pessoas que já estão em sofrimento. Além disso, a comunicação compassiva das equipes de saúde tem o potencial de afetar diretamente a respiração, o sistema nervoso e a variação da frequência cardíaca das pessoas.

Gostaria de descobrir como o médico pode lidar com a perda de pacientes de modo mais humanizado? Acompanhe a leitura!

Saiba o que é a Medicina Humanizada

A Medicina Humanizada é uma metodologia que aplica principalmente a comunicação empática. Quando os médicos prestam cuidados centrados nas demandas do paciente e se comunicam com eficiência, os resultados dos tratamentos são mais efetivos e a família percebe quando é tratada de forma humana.

Os cuidados de saúde humanizados estão centrados no indivíduo e na saúde mental de seus entes queridos. Com isso, os médicos e os familiares conseguem compreender a sua responsabilidade em relação ao paciente e têm mais chances de tomar as melhores decisões. Por outro lado, a família também tem uma receptividade maior para entender as informações essenciais repassadas pela equipe de saúde.

Especialidades Médicas de A a Z

Entenda como funciona a Medicina Humanizada

Na Medicina Humanizada, os médicos e as equipes hospitalares adotam diversos cuidados ao desempenhar as suas funções. Há uma preocupação maior com a vulnerabilidade dos familiares e dos pacientes, além de uma capacidade de ouvir atentamente o que essas pessoas têm a dizer como parte essencial do diagnóstico, tratamento e cura.

Profissionais da equipe de atendimento

A Medicina Humanizada é um estilo diferenciado de práticas médicas que exige a realização de mudanças na formação dos profissionais. É uma visão diferenciada que não pode ser adotada repentinamente, pois exige estudo e dedicação por parte dos profissionais envolvidos.

O médico não desaparece neste novo modelo, sendo ainda uma autoridade. Contudo, ele encontra mais tranquilidade na hora de se concentrar em decisões e intervenções especialmente complexas, como planos de tratamento para doenças crônicas.

Aproveitamento da tecnologia

Com os dados essenciais acessíveis, os membros da equipe podem fazer uso deles. O objetivo é aprimorar a experiência dos pacientes e seus familiares com o melhor tratamento médico.

Os cuidados de saúde podem ser humanizados com o auxílio de uma plataforma de informação e com a interação humana autêntica, que tenha o propósito comum de cura. Por exemplo, as tarefas repetitivas podem ser feitas por robôs e recursos de Inteligência Artificial, enquanto os profissionais da equipe de atendimento permanecem mais próximos das famílias.

Comunicação mais solidária

A Medicina Humanizada favorece a construção de relacionamentos com maior solidez e uma comunicação mais solidária. Nesse sentido, as tecnologias facilitam o diálogo e a conexão entre os membros da equipe de atendimento e os médicos responsáveis. Ao abranger características mentais e comportamentais como fundamentais, o método faz com que os profissionais apliquem os cuidados para apoiar as famílias integralmente.

Conheça os principais impactos psicológicos do luto e das doenças

A Medicina Humanizada ajuda a atingir os objetivos de cuidados de saúde para cada paciente e facilita a atuação dos médicos diante do luto dos familiares. A forma como cada pessoa responde a essas situações pode ser diferente, mas, de um modo ou de outro, todos enfrentarão o luto ou doenças. Veja a seguir alguns impactos que podem ser amenizados:

  • Acentuada lentidão mental e física: as pessoas ficam deprimidas e isso faz com que tenham o raciocínio prejudicado;
  • Tristeza: os sistemas orgânicos e imunológicos são afetados e as suas respostas às infecções ou inflamações são reduzidas;
  • Estresse: o corpo humano libera uma enorme quantidade de hormônios que podem piorar muitas condições patológicas existentes;
  • Falta de apetite: as alterações no modo de se alimentar e no sono ocorrem com frequência no processo de luto;
  • Extrema desesperança: mudanças nas células do músculo cardíaco ou nos vasos sanguíneos coronários podem causar cardiopatia;
  • Pensamentos suicidas: os sentimentos de inutilidade podem ser persistentes e causar o aprofundamento da depressão.

Confira algumas das estratégias que podem ser adotadas

O atendimento humanizado deve ser um cuidado centrado no paciente e na família. Além disso, é a base na comunicação de eventos em que os indivíduos morrem devido a doenças ou traumas. É importante cultivar relacionamentos com os familiares para conseguir falar a respeito, já que eles são muito afetados quando ocorre o falecimento. Observe abaixo algumas estratégias relevantes!

Use a empatia e seja gentil

A construção de relacionamentos com os familiares aumenta a confiança da família no médico. Assim, caso uma notícia de óbito se torne necessária, eles saberão que todo o possível foi feito.

Os profissionais de saúde precisam usar a empatia e se imaginar no lugar dos entes queridos de seus pacientes antes de transmitir a informação. Um bom profissional precisa ser empático e demonstrar que entende como as pessoas estão se sentindo e mostrar que realmente se importa.

Forneça acesso

Ao perceber que o indivíduo está em estado crítico, é preciso contatar a família assim que houver possibilidade de óbito. Assim que a situação for identificada, os familiares devem ser atualizados continuamente acerca das condições verificadas. Permita que os entes queridos tenham acesso ao paciente, se possível, incluindo a presença deles durante a reanimação.

Adie a informação

Adiar a informação do óbito pode ser apropriado se os pais ou familiares não estiverem no hospital. Não é indicado entregar a notícia do falecimento por telefone porque as pessoas vão precisar se deslocar para chegar até o familiar falecido. Solicite que compareçam na instituição e comunique pessoalmente a notícia.

Certifique-se da identidade do falecido

Obtenha o máximo de informações possíveis sobre a família a ser notificada após identificar o paciente que faleceu. Determine quem falará com os familiares que devem ser cumprimentados assim que chegarem no hospital e encaminhados para uma área privada. Informe-os de forma simples e direta, sem deixar de lado a compaixão.

Compreenda o luto

Não desconsidere os sentimentos das pessoas e se junte aos familiares em seu luto se isso parecer apropriado. Responda a todas as perguntas da forma mais honesta possível, prepare respostas para perguntas que podem surgir e coloque-se à disposição.


Entendeu o que fazer na hora de lidar com a perda de pacientes e a relação com as famílias na Medicina Humanizada?

Agora você já sabe como comunicar a morte de um paciente e pode aplicar esses princípios durante a sua carreira médica. Essas situações serão enfrentadas pelos médicos após a sua formação, sendo importante saber a maneira certa de conversar com a família do falecido.

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