Lipofilling: como funciona a enxertia facial com células-tronco de gordura

Veja a seguir, mais detalhes sobre a técnica do lipofilling, que você pode aprender em uma pós-graduação em Dermatologia Estética e Cosmiatria.

Lipofilling: como funciona a enxertia facial com células-tronco de gordura
Compartilhar este conteúdo

5

m de leitura

06.02.2025

No último dia 29, a Afya Educação Médica, a maior pós-graduação médica do Brasil, ofereceu uma masterclass sobre lipofilling, que foi conduzida pela Dra. Lourena Costa, médica dermatologista e coordenadora da pós-graduação. A live contou com a participação de vários convidados e, aqui, trouxemos um resumo do que foi discutido por lá.  

Em suma, o lipofilling é uma técnica segura e eficaz, com aplicações que vão além do preenchimento, incluindo regeneração tecidual e melhoria da qualidade da pele. Também foi abordada sua constante evolução, com novas tecnologias e protocolos sendo desenvolvidos para melhorar os resultados e a segurança dos procedimentos.  

Veja a seguir, mais detalhes sobre a área de Dermatologia Estética e Cosmiatria, que já é uma subespecialidade muito promissora. Quem sabe esta pós-graduação não é o seu destino também? Descubra a seguir!

Origem do lipofilling e suas aplicações

Descrita inicialmente por Neuber em 1893, o lipofilling foi aprimorado por Coleman na década de 1990, tornando-se uma das mais seguras e eficazes na estética moderna. Por ser biocompatível, a gordura autóloga não causa rejeição e oferece resultados duradouros, podendo durar a vida toda após a pega do enxerto.

Além do preenchimento, o lipofilling promove regeneração tecidual, melhorando a qualidade da pele e tratando cicatrizes. Essa capacidade de rejuvenescimento faz da técnica uma opção versátil, aplicável tanto em procedimentos faciais quanto corporais.  

Os tipos de enxertos variam conforme o processamento da gordura. O macrofat, pouco processado, é ideal para volumização em áreas como glúteos e mamas. A Dra. Liliane Jamil, cirurgiã plástica, compartilhou o seguinte no evento: "Utilizamos o macrofat para criar silhuetas harmônicas e naturais em procedimentos de aumento glúteo." Já o microfat, mais processado, é usado em áreas que exigem maior delicadeza, como o rosto.

Há também o nanofat, que é altamente processado e rico em células-tronco. Esta opção também serve regeneração tecidual e tratamento de cicatrizes. "O nanofat é o imunomodulador mais potente que temos hoje, promovendo a melhoria da qualidade da pele”, explicou a Dra. Lourena.

Em geral, esses diferentes tipos de enxertos permitem abordagens personalizadas. Ou seja, que podem ser adaptadas às necessidades de cada paciente.

Especialidades Médicas de A a Z

Técnicas e tecnologias envolvidas

A coleta de gordura para lipofilling é realizada por meio de lipoaspiração, utilizando técnicas como a tumescente, que reduz a perda sanguínea e aumenta a segurança do procedimento. Após a coleta, a gordura é processada para separar as células adiposas viáveis, passando por etapas como: decantação, centrifugação e filtragem, que variam conforme o tipo de enxerto desejado (macro, micro ou nanofat).

Legenda:  Imagem da live, realizada no dia 29 de fevereiro de 2025. Crédito: Divulgação

"A gordura pode ser congelada por até um ano, mas o ideal é utilizá-la no mesmo dia”, explicou a Dra. Lourena. Outras técnicas avançadas e que podem ser associadas ao lipofilling são o PRP (Plasma Rico em Plaquetas), o microagulhamento e o lipocube.  

São essas formas de potencializar os resultados e promover um efeito mais abrangente de rejuvenescimento, sendo a última um dispositivo, que já foi aprovado pela Anvisa. O lipocube facilita o processamento da gordura, permitindo a obtenção de nanofat e microfat de forma mais eficiente, segura e padronizada.

Por fim, as células-tronco derivadas do tecido adiposo (ADSCs) têm a capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares, como fibroblastos, condrócitos e miócitos, promovendo regeneração e rejuvenescimento. “1 grama de gordura contém cerca de 5.000 células-tronco, uma fonte valiosa para regeneração”, destacou a Dra. Lourena.  

Essa característica torna o tecido adiposo uma ferramenta poderosa, com maior concentração de células-tronco do que a medula óssea. Assim, são muitas as suas aplicações na Medicina estética e regenerativa.

Aplicações clínicas do lipofilling

Há, por exemplo, aplicações como o preenchimento de sulcos nasogenianos, mento, zigomas e região periorbital. Além de restaurar volumes perdidos, a técnica melhora a qualidade da pele, reduzindo rugas e promovendo um aspecto mais jovem.

Um caso clínico apresentado durante a masterclass da Afya Educação Médica foi o de uma paciente de 62 anos, que procurou a Dra. Lourena para tratar sinais de envelhecimento, entre eles, a ptose do terço médio. A paciente já havia realizado um fenol periocular, mas apresentava hiperemia residual.

Nesse caso, o procedimento de lipofilling com microfat preencheu o mento, os sulcos nasogenianos e a região malar, proporcionando resultados visíveis já no primeiro dia. Após uma semana, a paciente apresentou um rejuvenescimento significativo, com melhora na projeção do queixo, redução dos sulcos e clareamento da hiperemia periocular.

“Ela ficou tão satisfeita que quer fazer o procedimento novamente, agora para preencher os lábios com gordura própria”, relatou a Dra. Lourena. A paciente optou por uma abordagem natural, recusando o uso de ácido hialurônico, e obteve resultados harmoniosos e duradouros.

No âmbito corporal, o lipofilling é utilizado para preenchimento de glúteos, mamas e correção de irregularidades como celulite e lipodistrofia. Além disso, o nanofat, rico em células-tronco, é aplicado no tratamento de cicatrizes hipertróficas, queloides e queimaduras, promovendo regeneração tecidual.  

Riscos e cuidados pré e pós-operatórios

O pré-operatório do lipofilling exige a realização de exames laboratoriais, ultrassom abdominal e uma avaliação clínica detalhada para garantir a segurança do paciente. Esses cuidados ajudam a minimizar os riscos da cirurgia, que podem incluir complicações menores como hematomas e irregularidades no resultado.

No pós-operatório, é fundamental seguir orientações médicas rigorosas, como o uso de compressas frias e malhas compressivas, além de evitar atividades físicas intensas. Embora complicações graves, como a embolia gordurosa, sejam raras, elas podem ser prevenidas com a técnica adequada, o que torna essencial o acompanhamento médico próximo.

Ficou interessado no curso? Saiba mais sobre a pós-graduação em Dermatologia Estética e Cosmiatria da Afya Educação Médica. Se já for formado ou falta pouco para concluir a graduação, você também pode se matricular, aproveitando descontos especiais e a oportunidade de aprender com profissionais experientes!

Guia do vestibulando - Como entrar pra uma faculdade
Compartilhar este conteúdo

Não adie seu sonho

Pense nisso: daqui a um ano, você pode estar terminando seu primeiro ano de medicina, contando histórias sobre suas primeiras aulas práticas... ou pode continuar no mesmo ciclo.

Estude Medicina com quem mais entende de formação médica no Brasil.

Conhecer as unidades da Afya

Venha estudar Medicina com quem mais entende de formação médica no Brasil

  • O maior ecossistema de educação médica do Brasil
  • +20.000 alunos de Medicina
  • +30 anos de tradição
Conhecer unidades da Afya
Converse com a gente