Lipedema: causas, sintomas e tratamentos para a doença

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13.05.2025

O lipedema se tornou conhecido em virtude da distribuição desproporcional de gordura no corpo humano. Em pacientes acometidos por essa condição, as pernas e os quadris se tornam significativamente maiores do que a parte superior do corpo. As áreas afetadas podem ser doloridas, apresentar hematomas com facilidade e serem sensíveis à pressão.

Esse tipo de gordura é resistente aos métodos tradicionais de perda de peso. Quem sofre com lipedema percebe pouca resposta ao fazer dietas e exercícios físicos. Além disso, o inchaço é perceptível e pode piorar ao longo do dia devido à retenção de líquidos. Em estágios avançados, o diagnóstico de lipedema dificulta a caminhada e os movimentos do paciente.

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Saiba o que é o lipedema

O lipedema é uma condição médica caracterizada pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente nos membros inferiores e nádegas, podendo também acometer os braços. A gordura apresenta sensibilidade aumentada e dor espontânea ou ao toque. Acomete quase exclusivamente mulheres e costuma se manifestar em fases de alteração hormonal.

Entenda o que diferencia o lipedema da obesidade

A diferenciação entre lipedema e obesidade é fundamental para a definição de estratégias de tratamento. Embora ambas as condições envolvam acúmulo de gordura, os mecanismos, sintomas e respostas terapêuticas são distintos. O lipedema é marcado pelo acúmulo desproporcional de gordura, sem acometimento de pés e mãos. Esse padrão de distribuição não acompanha o comportamento da obesidade.

Na obesidade, a gordura se acumula de forma generalizada em todo o corpo, inclusive nas extremidades. Outro aspecto distintivo do lipedema é a sensibilidade dolorosa ao toque e a tendência à formação espontânea de hematomas nas áreas afetadas. O tecido adiposo em obesos, em regra, não apresenta dor local associada.

Quanto à resposta à dieta e ao exercício físico, o lipedema se mostra resistente, e as regiões acometidas tendem a manter o volume ainda que o paciente emagreça. Já os pacientes obesos perdem peso em todas as regiões do corpo. A obesidade pode afetar ambos os sexos, em qualquer idade, e está mais diretamente ligada à má alimentação, fatores comportamentais, metabólicos e ambientais.

Confira as principais causas do lipedema

A causa do lipedema, segundo a Medicina, envolve uma combinação de fatores hormonais, genéticos e possivelmente vasculares ou linfáticos. Embora o sedentarismo, traumas, cirurgias e o ganho de peso significativo possam agravar os sintomas ou acelerar a progressão da doença, eles não são considerados causas primárias. Veja a seguir seus principais fatores causais:

  • puberdade;
  • gravidez;
  • menopausa;
  • uso de anticoncepcionais hormonais;
  • fatores genéticos ou hereditariedade;
  • disfunção do tecido adiposo;
  • alterações no sistema linfático e vascular.

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Compreenda as formas de manifestação do lipedema

O lipedema pode se manifestar de diferentes formas ou tipos, dependendo de quais partes do corpo são afetadas e de como a gordura está distribuída. Essas manifestações são decorrentes de estágios clínicos, evolução de progressão e tipos anatômicos. Abaixo, abordaremos os modos como essa condição médica se manifesta!

Tipos anatômicos

A classificação por tipo anatômico considera a localização predominante do acúmulo de gordura. Existem cinco padrões clínicos mais comuns. No Tipo I, a gordura se concentra na região dos quadris e glúteos, sem avançar para as pernas. Já no Tipo II, o acometimento ocorre nas coxas, com acúmulo notável ao redor dos joelhos, especialmente na parte interna.

O Tipo III é o padrão mais frequente, pois o acúmulo de gordura se estende de forma contínua do quadril até os tornozelos, com preservação dos pés. Isso ocorre de modo diferente no Tipo IV, quando a gordura se distribui nos braços, acompanhada de dor e hipersensibilidade. Ele pode surgir isoladamente ou associado aos tipos anteriores.

Por fim, no Tipo V, o acúmulo da gordura se restringe às panturrilhas e tornozelos, sem afetar os pés. A análise dessa tipologia é útil tanto para o diagnóstico diferencial quanto para o planejamento terapêutico, especialmente quando se considera a abordagem cirúrgica, como a lipoaspiração terapêutica.

Estágios clínicos

Além da classificação conforme a localização da gordura, o lipedema é classificado por estágios que indicam a progressão da doença e o grau de comprometimento funcional do tecido adiposo. No Estágio 1, por exemplo, a pele apresenta aspecto visual normal, mas há nódulos de gordura que são percebidos com o toque. A elasticidade e a estrutura cutânea estão preservadas.

O Estágio 2 revela uma alteração visível da pele, com aparência irregular e semelhante à celulite. Os nódulos aumentam de tamanho e surgem áreas de fibrose leve. Quando a condição atinge o Estágio 3, as deformações são evidentes, com grandes massas de gordura que podem formar dobras. A mobilidade do paciente começa a ser comprometida.

Por fim, no Estágio 4, o quadro clínico evolui para lipolinfedema. Ele é caracterizado pelo comprometimento do sistema linfático, edema crônico, endurecimento da pele e elevação significativa do volume dos membros. Contudo, esses estágios podem coexistir em uma mesma paciente. Por isso, o diagnóstico clínico deve considerar todos os detalhes para frear a progressão.

Descubra como é feito o diagnóstico do lipedema

O lipedema ainda é uma condição subdiagnosticada, muitas vezes confundida com obesidade. O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, baseado na análise dos sintomas, exame físico e histórico da paciente. Não há um exame laboratorial específico para sua detecção.

Observe abaixo como os médicos diagnosticam essa condição crônica:

  • avaliação clínica: realizada com base na distribuição da gordura, dor, sensibilidade e facilidade para formar hematomas nas áreas afetadas;
  • exclusão de outras condições: são descartadas as possibilidades de obesidade, linfedema, insuficiência venosa crônica e outros distúrbios do tecido conjuntivo;
  • exames complementares: realização de ultrassonografia ou ressonância magnética, com análise da estrutura do tecido subcutâneo;
  • bioimpedância: avaliação do acúmulo de líquidos;
  • documentação fotográfica: monitoramento da evolução clínica.

Veja os principais tipos de tratamentos disponíveis para o lipedema

O lipedema não tem cura, mas é possível controlar os sintomas, retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida por meio de uma abordagem diferenciada. Confira adiante as principais opções!

Tratamento conservador

O tratamento conservador envolve o uso de meias de compressão graduada que melhoram o fluxo linfático e reduzem o inchaço. Além disso, a drenagem linfática manual ou a massagem leve que estimula a circulação linfática também são indicadas. É importante praticar exercícios físicos, fazer dieta anti-inflamatória e realizar acompanhamento psicológico.

Intervenção cirúrgica

A lipoaspiração com técnicas de preservação linfática é, atualmente, o único procedimento capaz de remover permanentemente o tecido gorduroso alterado. Ela é indicada em casos moderados a graves, quando o tratamento conservador não é suficiente. Há situações em que o lipedema causa sofrimento emocional, transtornos de imagem corporal ou depressão.

Enfim, essas são as causas, sintomas e tratamentos para a doença. O diagnóstico do lipedema requer a realização de consultas regulares com profissionais especializados, as quais são importantes para ajustar a conduta terapêutica conforme a evolução do quadro. A cirurgia deve ser parte de uma estratégia integrada, com seguimento pós-operatório adequado e manutenção das terapias de suporte.

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