Intubação endotraqueal e orotraqueal: como são feitas, quais os riscos e indicações

Quer compreender quais são os riscos e cuidados necessários ao realizar intubação endotraqueal e orotraqueal? Leia este post!

Intubação endotraqueal e orotraqueal: como são feitas, quais os riscos e indicações
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15.07.2025

A intubação endotraqueal e orotraqueal são técnicas essenciais na Medicina de emergência e cuidados intensivos. Elas garantem a oxigenação adequada e o suporte ventilatório em situações críticas e devem ser realizadas por profissionais capacitados para minimizar riscos e otimizar resultados. Durante o procedimento médico, um tubo flexível é inserido na traqueia e conecta a garganta aos pulmões.

Esse tubo é necessário para a manutenção de uma via aérea aberta e para permitir a ventilação mecânica ou o fornecimento de oxigênio diretamente aos pulmões. O procedimento é frequentemente usado em quadros urgentes em que há parada respiratória em pacientes. Neste conteúdo, vamos trazer as principais informações sobre essa técnica.

Deseja entender como funciona a intubação endotraqueal e orotraqueal? Continue lendo este artigo!

O que é uma intubação orotraqueal e nasotraqueal?

Dentro da intubação endotraqueal, há dois métodos principais, dependendo da via de inserção. Uma delas é a orotraqueal, quando a inserção do tubo é feita através da boca ou pela via oral até a traqueia. A opção é utilizada em paradas cardiorrespiratórias, durante cirurgias com anestesia geral e em pacientes em insuficiência respiratória grave.

Essa técnica relativamente rápida e fácil para profissionais treinados, além de permitir o uso de tubos de maior diâmetro, facilitar a ventilação e a aspiração de secreções. Contudo, pode causar desconforto, salivação excessiva e reflexo de vômito em pacientes conscientes, bem como apresenta maior risco de trauma nos dentes ou tecidos orais.

Já na intubação nasotraqueal, o tubo é inserido através do nariz ou pela via nasal até a traqueia. A técnica é indicada para pacientes conscientes ou sem necessidade imediata de controle das vias aéreas, assim como para casos em que a intubação oral não é viável. Há risco de trauma nasal e sangramento, o procedimento é mais demorado e difícil.

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Como é feita a intubação endotraqueal e orotraqueal?

A intubação endotraqueal é um procedimento técnico, portanto, exige treinamento e habilidade para a correta inserção de um tubo na traqueia do paciente. A seguir, forneceremos um passo a passo detalhado com o máximo de informações sobre como essa técnica é normalmente aplicada em hospitais e instituições de saúde!

1. Preparação prévia

Antes de iniciar o procedimento, o médico intensivista deve se assegurar de que todo o material e o ambiente estão prontos. Avalie o paciente e verifique a necessidade da intubação, por exemplo, insuficiência respiratória, coma, risco de aspiração. Analise a via aérea do paciente para prever dificuldades e confira os equipamentos necessários:

  • tubo endotraqueal de tamanho adequado (geralmente entre 7,0 e 8,0 mm para adultos);
  • laringoscópio com lâmina (reto ou curvo);
  • bolsa-valva-máscara (ambu) para ventilação manual;
  • seringa para inflar o cuff (balonete do tubo);
  • aspirador de secreções;
  • estetoscópio;
  • capnógrafo;
  • dispositivo de fixação do tubo, fita adesiva ou suporte básico específico.

2. Posição do paciente

O paciente deve ser colocado em decúbito dorsal ou deitado de costas com o pescoço levemente estendido e a cabeça elevada, alinhando a boca, a faringe e a traqueia. Em situações de trauma cervical, a manipulação do pescoço deve ser mínima, por isso, utilize a técnica de intubação com estabilização manual da coluna para evitar o agravamento da situação.

3. Pré-oxigenação

Antes do procedimento, ventile o paciente com 100% de oxigênio usando a bolsa-valva-máscara por 3 a 5 minutos para prevenir hipoxemia durante a intubação. Se for indicado, realize a sedação com a administração de medicamentos como etomidato, midazolam ou propofol, especialmente se o paciente estiver consciente. Medicações podem ser usadas para facilitar a intubação e minimizar o risco de complicações.

4. Inserção do laringoscópio

Introduza o laringoscópio no lado direito da boca, deslocando a língua para a esquerda. Direcione a lâmina até visualizar as cordas vocais através da glote. Evite aplicar força nos dentes superiores para prevenir eventuais danos e insira o tubo direcionando-o para a traqueia.

Avance-o aproximadamente 2 a 4 cm além das cordas vocais. Certifique-se de que o tubo não entre no esôfago porque isso pode levar a ventilação inadequada. Não ultrapasse a bifurcação da traqueia para evitar ventilação de apenas um pulmão.

5. Insuflar o Cuff

Utilize uma seringa para inflar o cuff ou balonete do tubo com ar e faça com que ele esteja firmemente posicionado para evitar vazamentos de ar. Proteja as vias aéreas de aspirações de secreções ou conteúdo gástrico. Observe a expansão simétrica do tórax durante a ventilação. Ausculte o abdômen, pois a ausência de sons na região confirma o posicionamento correto.

6. Fixação do tubo

Uso de capnógrafo para verificar a presença de dióxido de carbono no ar exalado. Uma radiografia de tórax para confirmar a profundidade correta do tubo. Em seguida, fixe o tubo com fita adesiva ou um dispositivo específico para evitar deslocamento acidental. Marque a posição do tubo em centímetros na linha dos dentes ou lábios.

Como evitar intubação endotraqueal e orotraqueal?

Para evitar a intubação endotraqueal ou orotraqueal é fundamental aplicar uma abordagem preventiva e oferecer suporte adequado, com foco em manter a função respiratória do paciente sem a necessidade de ventilação invasiva. Isso inclui intervenções precoces, monitoramento contínuo e o uso de alternativas menos invasivas. Confira algumas estratégias relevantes!

Prevenção de condições respiratórias graves

O gerenciamento de doenças crônicas é uma das formas mais efetivas de evitar a intubação endotraqueal. Controle doenças respiratórias como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca congestiva. Ajude os seus futuros pacientes a aderir aos tratamentos médicos com medicações específicas utilizando broncodilatadores e corticosteroides.

Incentive a vacinação contra gripe, COVID-19, pneumonia, pneumocócica e outras doenças infecciosas para prevenir infecções respiratórias graves. Estimule-os a ter estilo de vida saudável, evitar o tabagismo e a exposição à poluição ambiental. Indique a prática de exercícios físicos regulares para melhorar a capacidade pulmonar de seus pacientes.

Uso de Ventilação Não Invasiva (VNI)

A ventilação não invasiva fornece suporte respiratório com o uso de dispositivos externos, como máscaras faciais ou nasais, sem necessidade de intubação. Essa opção é indicada para insuficiência respiratória leve a moderada como o edema pulmonar agudo e apneia obstrutiva do sono. Alguns dispositivos podem reduzir o esforço respiratório e melhorar a oxigenação.

Oxigenoterapia

Outra possibilidade é a administração de oxigênio suplementar para tratar a hipoxemia sem necessidade de intubação. O paciente pode utilizar um cateter nasal, uma máscara facial de oxigênio, ou oxigenoterapia de alto fluxo (HFNC - High Flow Nasal Cannula) para suporte avançado. Faça o manejo das vias aéreas removendo secreções, aposte na hidratação e nebulização.

Agora você já sabe o que é intubação endotraqueal e orotraqueal, como são feitas, quais os riscos e indicações! Evitar intubações envolve investir em prevenção, intervenção precoce, uso de alternativas e suporte farmacológico. A abordagem deve ser personalizada, baseada na avaliação clínica e nas necessidades de cada paciente, para preservar a função respiratória.

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