9 informações sobre HIV/Aids que todo estudante de Medicina deveria saber

Veja informações sobre HIV/Aids que todo futuro médico precisa saber: PrEP, PEP, I=I (indetectável) e o tratamento que mudou a história.

9 informações sobre HIV/Aids que todo estudante de Medicina deveria saber
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23.02.2026

Se há um tema que revolucionou a saúde pública, a infectologia e a ética médica nas últimas décadas, é o HIV/Aids. Conhecer a fundo o panorama atual dessa condição é mais que um requisito acadêmico, mas um dever profissional.

O cenário mudou radicalmente. Graças à ciência, o HIV passou de uma sentença de morte para uma condição crônica controlável. No entanto, o estigma ainda é um desafio.

Neste artigo, vamos  mostrar 9 informações sobre HIV/Aids que todo estudante de Medicina deve dominar para iniciar sua prática com excelência, ética e zero preconceito. Descubra! 

1. A diferença entre HIV e Aids

Esta é a informação mais básica. O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus. 

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença, ou seja, o estágio avançado da infecção, caracterizado pela destruição crítica do sistema imunológico (contagem de linfócitos CD4 abaixo de 200 células/mm³) e pelo surgimento de infecções oportunistas. 

Hoje, quem vive com HIV e adere ao tratamento não necessariamente desenvolverá Aids.

2. O tratamento atual é altamente eficaz (TARV)

O tratamento padrão é a Terapia Antirretroviral (TARV). O segredo do sucesso é a combinação de medicamentos que impedem a replicação do vírus. 

No Brasil, o acesso à TARV é universal e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – uma conquista histórica que você pode conhecer mais aqui.

Tudo o que você precisa saber sobre a graduação em Medicina

3. Carga viral indetectável significa intransmissível (I=I)

Este é o conceito que transformou a vida das PVHA (Pessoas que Vivem com HIV/Aids). Quando uma pessoa adere ao tratamento e sua carga viral (quantidade de vírus no sangue) se torna indetectável por pelo menos seis meses, nós sabemos que o vírus não é transmitido por via sexual. Assim, indetectável é igual a intransmissível (I=I).

4. A prevenção é combinada e vai além do preservativo

A prevenção eficaz hoje é uma combinação de estratégias: diagnóstico precoce, tratamento e preservativos.

  • Preservativos: para proteção contra diversas ISTs;
  • Diagnóstico precoce: testar-se é uma forma de prevenção;
  • Tratamento: o I=I é a prevenção mais poderosa.

5. PrEP e PEP: prevenção pioquímica

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) consiste no uso diário de medicamentos por pessoas não infectadas, mas com alto risco de exposição. É uma estratégia preventiva contínua.

Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é o uso de medicamentos após uma situação de risco (sexual ou ocupacional). Deve ser iniciada em até 72 horas após o risco, e seguida por 28 dias.

6. Diagnóstico: testar é a norma

O diagnóstico é feito por testes rápidos (disponíveis no SUS) e confirmados por exames laboratoriais. O diagnóstico precoce é importante, pois permite o início imediato da TARV, evitando a evolução para Aids e protegendo parceiros.

7. O estigma é um barreira de saúde pública

O maior inimigo na luta contra o HIV hoje não é o vírus em si, mas o preconceito. O estigma leva as pessoas a evitar o teste, a atrasar o tratamento e a não revelar seu status sorológico, o que prejudica a adesão e a prevenção. O futuro médico deve ser o principal agente no combate à discriminação.

8. A busca pela cura continua ativa

Embora a cura total ainda não seja universal, a ciência avança. Casos de cura funcional em pacientes que receberam transplantes de medula óssea de doadores específicos (com mutação resistente ao HIV) mostram o caminho. 

Além disso, a pesquisa em vacinas preventivas e terapêuticas é uma área promissora.

9. O HIV é um agente crônico, mas o atendimento é integral

Uma PVHA tem necessidades que vão além da infectologia. O tratamento deve ser integral, envolvendo saúde mental, cardiologia (o HIV e alguns medicamentos podem ter impacto cardiovascular), e a saúde reprodutiva, garantindo uma vida plena e saudável.

Dominar as informações sobre HIV/Aids é um teste para o futuro médico: mostra sua capacidade de incorporar a ciência mais recente e sua postura ética.

Na Afya, nós integramos o conhecimento clínico de ponta com o desenvolvimento de um olhar humanizado e crítico sobre as questões sociais da saúde.

FAQ — Perguntas frequentes sobre  HIV e Aids

Posso pegar HIV por beijo, abraço ou compartilhamento de talheres?

Não. O HIV não é transmitido por contato casual, como beijo, abraço, aperto de mão, compartilhamento de copos, talheres, ou por meio de picadas de inseto. A transmissão ocorre principalmente via sexual desprotegida, pelo compartilhamento de seringas contaminadas e, de mãe para filho, durante a gestação, parto ou amamentação (transmissão vertical).

Qual o papel do médico clínico geral no atendimento de PVHA?

O clínico geral tem um papel essencial no cuidado continuado das PVHA, acompanhando as comorbidades, realizando o rastreamento de outras ISTs e o monitoramento da adesão à TARV. Ele é frequentemente o principal elo entre o paciente e o sistema de saúde.

O diagnóstico de HIV precisa ser notificado?

Sim. A notificação de casos de HIV e Aids é compulsória e deve ser feita às autoridades de saúde para fins de vigilância epidemiológica e controle da doença na população. No entanto, essa notificação deve garantir o sigilo absoluto da identidade do paciente.

Na Medicina, o conhecimento é sua melhor ferramenta. Ao dominar essas informações sobre HIV/Aids, você não apenas se torna  um agente de transformação social, combatendo o estigma que ainda cerca essa condição.

Se você busca uma formação que te capacite para atuar na vanguarda da infectologia e da ética, a Afya é o seu ponto de partida.

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