Dor de cabeça: saiba quais são os tipos mais comuns

Dor de cabeça: saiba quais são os tipos mais comuns, os principais sintomas, formas de prevenção e tratamento.

Dor de cabeça: saiba quais são os tipos mais comuns
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28.01.2025

A dor de cabeça pode ser causada por múltiplos fatores. No entanto, é muito comum ela surja quando o dia foi muito cansativo ou mesmo em decorrência de noites mal dormidas.

Além disso, fatores ligados ao estresse, ansiedade e problemas oculares ocupam os primeiros lugares no ranking das causas de dores de cabeça. Entre as mulheres, até as alterações hormonais — comuns ao ciclo menstrual ou gestação — podem piorar o quadro.

Em vista disso, vamos explicar quais são os principais tipos de dores de cabeça e os sinais que ajudam a reconhecer quando é preciso buscar ajuda médica. Ainda, saiba quais são as formas de prevenção mais eficazes, diagnóstico e as terapias mais empregadas no alívio desse mal. Boa leitura!

Tipos de dor de cabeça

Inicialmente, vamos discorrer sobre os principais tipos de dores de cabeça. Veja quais são!

Cefaleia tensional

A cefaleia tensional é um dos tipos de dores de cabeça mais comuns na população. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de 140 milhões de brasileiros têm esse problema. Por isso,  é importante procurar ajuda médica para amenizar os episódios e sintomas do quadro.

Em geral, a dor de cabeça tensional afeta homens e mulheres, apesar de ser mais comum nas mulheres. Os mecanismos a ela associados ou gatilhos podem resultar de rotinas muito estressantes. Em geral, a cefaleia surge acompanhada de dores na musculatura do pescoço.

Esse quadro é considerado um tipo de cefaleia primária e também costuma surgir paralelamente a preocupações e ansiedades. Esse desconforto pode prejudicar a memória e a concentração em alguns grupos ou em certas áreas profissionais.

Muitas vezes, o quadro afeta quem está se preparando para o ENEM ou vestibular de Medicina, por exemplo. Nessa fase da vida, o ritmo mais intenso de estudo e a pressão por aprovação pode aumentar a ansiedade e resultar em dor de cabeça.

Cefaleia induzida por excesso de analgésicos

É uma cefaleia secundária muito comum entre homens e mulheres e é associada a um desconforto persistente e que pode se cronificar, caso não seja tratada. Ela surge como resultado do uso crônico — e excessivo — de remédios para tratar o quadro.  

Em Medicina, essa condição é conhecida por efeito rebote. Além do mais, a cefaleia induzida por medicamentos afeta indivíduos de todas as idades, inclusive, crianças. Por causa da prática de automedicação, essa é uma das cefaleias mais comuns na população.

Cefaleia vascular

Classificada como secundária, essa cefaleia está associada a problemas hemorrágicos ou vasculares que afetam a região encefálica. Assim como nas doenças crônicas, essa condição é marcada por processos inflamatórios e dores de forte intensidade.

Entre as possíveis causas de cefaleia vascular destacam-se a meningite — viral ou bacteriana — e o acidente vascular encefálico isquêmico. Devido a essas características peculiares, esse é um dos tipos de dores de cabeça que exige rápida intervenção e tratamento médico imediato.

Cefaléia pós-traumática

A cefaléia crônica pós-traumática também se enquadra no grupo das secundárias. Isso porque ela surge em decorrência de problemas relacionados à lesão no encéfalo, tais como o traumatismo craniano.

A boa notícia é que é possível controlar essa dor de cabeça por meio de tratamentos específicos, sobretudo por intervenções que reduzam os impactos do trauma. Em geral, esse é um tipo de dor de cabeça que requer atenção especial dos médicos devido à relação com o risco de sequelas ou de doenças neurológicas.

Cefaleia relacionada a bruxismo

Conceitualmente, o bruxismo se define com o ato de ranger os dentes. Isso acontece de forma inconsciente e descoordenada, enquanto a pessoa dorme. Porém, em alguns casos, o ato causa uma pressão sobre os dentes e ainda faz tensionar os músculos da mastigação. Por conseguinte, ocorre a piora de sintomas como dores de cabeça ao acordar.

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Enxaqueca

Muito comum em indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, a enxaqueca é uma dor de cabeça primária. Muitas vezes, ela se inicia na puberdade, mas também é prevalente entre pessoas com idade entre 35 e 45 anos.

Por influência hormonal, a enxaqueca é mais comum entre as mulheres, sobretudo naquelas em idade fértil. Suas causas são diversas, mas um dos mecanismos mais prováveis é a liberação de elementos inflamatórios que provocam a compressão dos nervos e o relaxamento dos vasos sanguíneos da área cerebral.

Quanto aos tipos, a enxaqueca pode ser unilateral ou bilateral. No primeiro caso, afeta somente um dos lados da cabeça. Por sua vez, a bilateral atinge toda a cabeça, sobretudo a região frontal. Em alguns casos, a dor pode surgir acompanhada de náusea, vômito e provocar maior sensibilidade à luz e ao som.

Causas das dores de cabeça

Como já citado, as dores de cabeça surgem por fatores multicausais. Entretanto, a mais comum é a cefaleia induzida por medicamentos. Em certos períodos do ano — tanto no verão ou inverno — os quadros de cefaleia também podem resultar de doenças virais. Outras causas estão relacionadas ao ciclo menstrual, dieta, má postura ou alergias a produtos químicos.

Porém, a maioria das cefaleias e enxaquecas são preveníveis. Ou seja, é possível amenizar os impactos desse quadro por meio de práticas que reduzem os fatores de risco. Assim, o ideal é utilizar medidas preventivas específicas, pois as formas de prevenção de todos os tipos de dores de cabeça variam conforme a causa.

Diagnóstico e tratamento

As dores de cabeça que ocorrem por mais de uma semana ou meses requerem assistência médica regular. O diagnóstico adequado é importante para direcionar as condutas mais eficazes.

Comumente, o diagnóstico das dores de cabeça é baseado na avaliação clínica e no relato dos sintomas. Mas em algumas situações, o médico pode exigir exames de imagem para complementar o diagnóstico. Os mais comuns são a tomografia e ressonância magnética.

Já o tratamento pode ser tanto por medicação quanto por alternativas não farmacológicas. Entre as últimas, as mais eficazes são a educação preventiva centrada em mudanças no estilo de vida, um dos temas mais discutidos na rotina da atenção primária à saúde.

Por fim, existem várias maneiras de evitar os tipos de dores de cabeça. No entanto, quando os quadros surgem de forma recorrente e se tornam crônicos, o ideal é adequar intervenções que diminuam os fatores que originam o quadro.

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