Alergia: quais são as causas?

Quer entender melhor como as alergias funcionam e por que algumas pessoas são mais propensas a desenvolvê-las? Leia nosso texto completo e descubra!

Alergia: quais são as causas?
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06.09.2023

A alergia é uma resposta exagerada e inadequada do sistema imunológico a substâncias normalmente inofensivas, conhecidas como alérgenos. Essas substâncias podem ser encontradas no ambiente, como pólen, ácaros e pelos de animais, ou podem estar presentes em alimentos, medicamentos, produtos químicos, entre outros.

Quando uma pessoa alérgica entra em contato com uma substância alergênica específica, o sistema imunológico responde de maneira anormal, desencadeando uma variedade de sintomas desconfortáveis.

Quer entender mais sobre o assunto? Continue a leitura.

Quais são os tipos de alergia?

Existem vários tipos de alergia, cada uma com características distintas e sintomas específicos. Vamos explorar os tipos mais comuns:

  • alergia respiratória: é uma das formas mais prevalentes de alergia e inclui a rinite alérgica (alergia nasal) e a asma. A rinite alérgica é caracterizada por espirros, coriza, coceira no nariz e nos olhos, congestão nasal e obstrução. Já a asma é uma condição inflamatória crônica das vias aéreas, que causa falta de ar, chiado no peito, tosse e aperto no peito;
  • alergia alimentar: nesse caso, o sistema imunológico reage a determinados alimentos, como leite, ovos, trigo, amendoim, frutos do mar, entre outros. Os sintomas podem variar, indo de leves, como coceira e inchaço nos lábios, a graves, como dificuldade respiratória, náuseas, vômitos e diarreia. Em casos mais extremos, é possível sofrer anafilaxia;
  • alergia cutânea: engloba condições como a dermatite de contato alérgica e a urticária. A dermatite de contato alérgica ocorre quando a pele entra em contato com uma substância alergênica, resultando em uma erupção cutânea inflamada e pruriginosa. A urticária é caracterizada pelo aparecimento de placas avermelhadas, inchadas e coceira na pele;
  • alergia medicamentosa: alguns medicamentos podem desencadear reações alérgicas em certas pessoas. Os sintomas podem variar de leves, como erupções cutâneas, a graves, como inchaço facial, falta de ar e anafilaxia;
  • alergia a picadas de insetos: quando picadas por insetos, algumas pessoas desenvolvem uma reação alérgica. Os sintomas podem incluir inchaço no local da picada, vermelhidão, coceira, urticária e, em casos graves, anafilaxia.

As alergias manifestam-se de diferentes maneiras, dependendo do tipo e da gravidade da reação alérgica. Além dos sintomas específicos mencionados, é possível observar manifestações comuns em várias formas de alergia, como fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, dores musculares e articulares.

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O que pode causar as alergias?

As alergias podem ter várias causas e fatores de risco que influenciam sua manifestação e gravidade. Algumas das causas comuns de alergias incluem:

  • predisposição genética: a suscetibilidade às alergias pode ser herdada. Se um dos pais tem alergia, a probabilidade de os filhos também a desenvolverem é maior. No entanto, o tipo específico de alergia pode variar entre os indivíduos;
  • exposição precoce a alérgenos: a exposição a alérgenos desde cedo pode aumentar o risco de desenvolver alergias. Por exemplo, a exposição a ácaros, pelos de animais ou mofo em tenra idade pode aumentar a probabilidade de desenvolver alergia respiratória;
  • barreira cutânea deficiente: uma pele danificada ou com baixa integridade pode facilitar a entrada de alérgenos, como substâncias químicas irritantes ou alergênicas, causando dermatite de contato alérgica;
  • exposição ocupacional: algumas profissões estão associadas a um maior risco de desenvolver alergias. Trabalhadores expostos a produtos químicos, poeira, agentes irritantes ou alérgenos no ambiente de trabalho podem desenvolver alergias respiratórias ou dermatites de contato;
  • mudanças ambientais: alterações no ambiente, como poluição do ar, aumento de pólen ou alterações climáticas, podem influenciar o surgimento ou o agravamento de alergias.

As alergias também podem variar de acordo com cada indivíduo. A gravidade dos sintomas pode ser diferente em cada pessoa, envolvendo reações de vários níveis, inclusive as potencialmente fatais.

Além disso, algumas pessoas podem desenvolver alergias a certos alérgenos, enquanto outras não. Por exemplo, uma pessoa pode ser alérgica a amendoim, enquanto outra não apresenta qualquer reação a ele.

O que são fatores de risco? E quais os mais comuns?

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de uma reação alérgica grave, inclusive levando ao óbito. Eles incluem:

  • história prévia de reações alérgicas graves: pessoas que já tiveram episódios de anafilaxia ou outras reações alérgicas graves têm maior risco de desenvolver respostas semelhantes no futuro;
  • presença de asma: indivíduos com asma têm maior probabilidade de desenvolver reações alérgicas graves;
  • exposição ao alérgeno desencadeante: a exposição ao alérgeno específico ao qual a pessoa é alérgica aumenta o risco de reações graves. Por exemplo, uma pessoa alérgica a picadas de insetos tem maior risco de anafilaxia se for picada novamente;
  • não reconhecimento dos sintomas iniciais: quando os sintomas iniciais de uma reação alérgica são ignorados ou não tratados rapidamente, há maior probabilidade de agravamento e desenvolvimento de uma reação grave;
  • atraso no tratamento: a falta de tratamento adequado ou a demora em buscar cuidados médicos em caso de reação alérgica grave aumenta o risco de complicações e óbito.

Como cada pessoa é única em sua resposta alérgica, é fundamental consultar um médico especialista em alergias para avaliar os fatores de risco individuais, obter um diagnóstico correto e receber orientações sobre prevenção, tratamento e medidas de emergência, quando necessário.

Como o diagnóstico e o tratamento são feitos?

O diagnóstico de alergia geralmente é feito por meio da história clínica do paciente, exames físicos e testes alérgicos, como o teste cutâneo e exames de sangue específicos para alérgenos. Uma vez identificado o alérgeno responsável, é possível adotar medidas para evitar a exposição a ele.

O tratamento das alergias pode envolver medidas preventivas, como evitar o contato com o alérgeno desencadeante, bem como o uso de medicamentos para aliviar os sintomas.

Anti-histamínicos, corticosteroides tópicos e broncodilatadores são alguns exemplos de medicamentos utilizados no tratamento das alergias, dependendo do tipo e da gravidade da condição.

Para cada tipo de alergia, existem diferentes abordagens de tratamento. É importante destacar que o tratamento das alergias é individualizado e depende do tipo e da gravidade da condição, assim como das características específicas de cada paciente.

O profissional responsável por diagnosticar e tratar alergias é o médico alergista. Ele tem especialização no estudo e no tratamento de doenças alérgicas e imunológicas. Assim, esse é o profissional mais adequado para avaliar cada caso e propor o tratamento mais adequado e seguro.

Em casos de alergias graves, como anafilaxia, é necessário buscar atendimento médico de emergência imediato. Essa condição, citada anteriormente, pode resultar em dificuldade respiratória, queda brusca da pressão arterial, tontura, desmaio e outros sintomas graves, levando até mesmo ao óbito. Nessas situações, a administração de epinefrina (adrenalina) é essencial para reverter a reação alérgica.


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